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terça-feira, 17 de julho de 2012

LONGÃO de 24 QUILÔMETROS e de 24 HORAS


No último fim de semana, o Presidente Lula viajou junto com a ACORJA para participar da ULTRAMARATONA DE 24 HORAS DOS FUZILEIROS NAVAIS, no Rio de Janeiro.

Por aqui, mesmo sabendo das dificuldades em se alcançar quórum mínimo para o longão de sábado, o presidente determinou que eu me responsabilizasse em organizar tudo para uma corridinha de 24 quilômetros entre o Parque da Jaqueira e a Igreja da Oficina Brennand, lá na Várzea.

Apareceram alguns heróis: Hélder Zambetinha, Prefeito Emerson, Marcos Gelinho e Paulo de Vó.

Eu, como assumi a presidência da ACORJA, determinei que os postos de hidratação devessem acontecer no quilômetro cinco e depois no quilômetro 24. Apenas dois postos de água, pois acho que esses corredores estão bebendo muita água.

Para dirimir os prováveis protestos, foi providenciada água gelada e de qualidade (Indaiá), além de abacaxi e melancia já cortadinhos para facilitar a degustação. A Presidência interina da ACORJA ainda providenciou biscoitos Bauducco! Tinha que racionar a água, mas também tinha que agradar os corredores de alguma forma. Eu sabia que essa (quase) meia dúzia que ficou por aqui era muito exigente. Ainda assim o Prefeito Maligno gritou logo: “Cadê a câmera, hoje não tem foto?@#*&<%$ !


Marcos, Paulo Sobral, Gilmar (Presidente Interino da ACORJA), Hélder e Emerson
Enquanto isso, Lula Holanda e outros 24 acorjeanos divertiam-se na ultramaratona de 24 horas dos Fuzileiros Navais. Correram como verdadeiros heróis. Juntos correram 2.818.800 quilômetros.

De quebra, ainda passaram pelo pódio sete vezes:

Augusto Brito - 5º lugar geral masculino
Severino Henrique - 1º lugar na faixa
Rêne Jerônimo - 3º lugar na faixa
Luciana Lócio - 1ª lugar na faixa
Norma Lane - 1ª lugar na faixa
Pâmela Moura - 2ª lugar na faixa
Ana Cárita - 3ª lugar na faixa

Lula e a medalha (Título de livro?)
Adriana (Drica), Alemão, Sérgio e Lula
André, Luciana, Lula e Paulo Sampaio
Adriana (Drica), Lula e Sérgio
Adriana comemorando o pedido de casamento e...
...comemorando o merecido pódio. Parabéns!!!

Lula, Almir, Pâmela e Paulo Picanha
Lula Holanda e Mauro Rosa, o campeão da edição 2012
 da Ultramaratona dos Fuzileiros Navais
O nosso orgulho só aumenta com esse expressivo resultado.
Amigos, na correspondência interna da ACORJA, captei um agradecimento muito especial que o Presidente Lula fez aos amigos cariocas Drica e Sérgio.

"Gostaria de agradecer a Adriana Peixoto (Drica), a nossa embaixatriz nas 24h dos Fuzileiros Navais, e seu esposo Sérgio Joaquim que nos deram um apoio fantástico no Rio de Janeiro, conseguindo duas tendas e muito carinho.
Nós que fazemos a ACORJA agradecemos de todo coração a Drica e ao Sérgio por tudo que eles fizeram por nós.  Valeu Drica !!! Você merecia dois troféus.
Para quem não conhece Drica, ela é uma amiga que  ama a ACORJA!
"

Esse casal gosta de festa, de corrida e da ACORJA. Adriana (Drica) completou 88km e foi para o pódio em segundo lugar na categoria. Sérgio, voltando de uma séria lesão, conseguiu percorrer 80km. Amigos, parabéns!!!

Amigos, deixem gravados nesse blog (COMENTÁRIOS) as suas emoções vividas nessas 24 horas.

Resultado da ACORJA nas 24 Horas dos Fuzileiros Navais (RJ)
NOME
VOLTAS
DISTÂNCIA
GERAL
Augusto Carlos de L. Brito
479
191.600
6
Severino Henrique Ferreira
452
180.800
13
Pamela Moura Cavalcante
387
154.800
34
Luiz Holanda Filho
385
154.000
37
Renato Maranhão
345
138.000
53
Norma Lane B. Daltro
329
131.600
68
Maria Luciana L. Locio
325
130.000
70
Leonardo Mascarenhas
308
123.200
78
Almir Alves Duarte
307
122.800
79
Edmilson de M. Martins
302
120.800
84
José Evandro de A. Cardoso
301
120.400
85
Rêne Jerônimo de Araújo
296
118.400
88
Paulo Gustavo C. Sampaio
282
112.800
98
Augusto César S. Farias
277
110.800
104
Enildo Manoel da Silva
267
106.800
110
José Alexandrino M. Silva
264
105.600
114
Juliana Job de Oliveira
242
96.800
130
Carlos Andre B. Salgado
229
91.600
144
Jose Cristiano de Oliveira
219
87.600
150
Flavio Maia Correia
208
83.200
155
Amanda Muniz
195
78.000
161
Carmem Lucia S. Lopes
190
76.000
162
Esio Padilha Cursino
173
69.200
168
Ara Cárita Muniz da Silva
171
68.400
171
Paulo Ricardo Lins da Silva
114
45.600
187

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A MARATONA DO RIO DE JANEIRO e o PREFEITO MALIGNO



Todos reconhecem o esforço que o corredor amador faz para concretizar o seu sonho de terminar uma maratona. Muitos quilômetros, muitos sacrifícios e muitas dores. Até ultrapassar a linha de chegada, o maratonista amador tem uma missão muito difícil para conciliar trabalho, família e treinos. Associado a tudo isso, ainda precisamos contabilizar as despesas com equipamentos e viagens. E quando saímos do conforto de nossa casa e viajamos para outras cidades em busca de novas maratonas? Tudo pode ficar mais fácil e divertido quando se tem amigos.

As dificuldades podem ser minimizadas quando uma “carinha” conhecida vai nos recepcionar no aeroporto. Não estou falando de economia por conta de uma carona, mas sim de um gesto de camaradagem que nos dá uma sensação de que somos especiais.

Os amigos e maratonistas Elis (Diário de uma Corredora) e Robson me permitiram experimentar esse sentimento. Cheguei ao Rio de Janeiro para participar da Maratona Internacional Caixa 2012 e fui recebido no aeroporto pelos amigos que me levaram para tomar um delicioso café da manhã, para pegar o kit da prova e ainda me deram alguns presentes. Ganhei uma linda caneca, lasquinhas de casca de laranja cristalizadas e um pacote especial de café. Meus amigos, obrigado por tamanha delicadeza e atenção. O café Samba é uma delícia! Aqui em casa as lasquinhas de laranja desapareceram junto com o primeiro gole de café.

Na hora do almoço, fui cooptado pelos maratonistas e amigos Drica e Sérgio (Let's Run - Correndo na Viagem), o casal mais simpático do Rio de Janeiro. Gosto de gente assim, que mostra o último molar. Eles me levaram para almoçar no Jardim Botânico e para passear na Floresta da Tijuca. Adorei conhecer a Vista Chinesa e a Mesa do Imperador. O lugar é lindo e mais uma vez me senti especial. Meus amigos, não existem palavras para agradecer. Espero ter oportunidade para retribuir tamanha gentileza. Os amigos cariocas ainda mandaram uma lata de biscoitos da Confeitaria Colombo para Ana Carolina e Laurinha. Até Minty, o bichinho preferido de Laura, comeu esses deliciosos e crocantes biscoitos.

À noite, fui ao jantar BALEIAS e encontrei muitos amigos de todo o Brasil. O guru Miguel Delgado reuniu o seu BALEAL em um restaurante no Botafogo para celebrar a amizade, que é uma das principais características do grupo. Como sempre, fui acolhido de forma especial por esse grupo que eu adoro. Foi muito bom poder rever e abraçar o “gordão (agora) delgado”.

Depois de ter vivido um sábado de grandes emoções, no domingo, o joelho direito já avisava que a missão maratona não seria fácil. Durante o aquecimento, ele já emitia sinais que eu deveria desistir. Era a Síndrome da Banda Íleo Tibial chamando o bom senso para uma conversinha. Desistir? Isso não fazia parte dos meus planos.

Depois da largada, já no quilômetro cinco da prova, a dor chegou de forma lancinante. Parecia que tinha uma faca enfiada entre o fêmur e a tíbia. Pra minimizar a dor, fiquei procurando um jeito diferente de correr. Tinha a impressão que eu parecia um pato correndo. Coisa horrorosa!

Quando a ideia de caminhar já começava a ficar mais forte, o meu amigo Emerson Barbosa, o Prefeito 0800, fundador da Turma da Tesoura da ACORJA, encostou e experimentou explicar a etimologia da palavra CORREDOR para me convencer a não caminhar. 

Correr com a dor no joelho por mais 37 quilômetros não parecia ser uma das melhores ideias. Mas segui na companhia de Emerson e escutando toda aquela teoria.

O Prefeito Emerson, desempenhando uma estratégia para me distrair, exerceu toda a sua malignidade. Falou mal de todos os amigos da ACORJA. Começou dizendo que abandonou Paulo Sobral logo no início da prova por que ele só queria apreciar as paisagens. Depois, a cada três quilômetros, o Prefeito Maligno soltava uma “pérola” que me divertia e me fazia esquecer um pouco do joelho.

Mais um posto de hidratação e lá vem outra observação ácida: “Olha aí, esse é de Tabira! É primo de Júlio Cordeiro”, apontando para uma criatura exótica que corria toda enfeitada pela orla da Barra da Tijuca.
Até o quilômetro 28 o Prefeito Maligno falou mal de Lula, Almir, Pâmela, Paulo de Mamãe, Hélder Zambetinha, Juliana, Flávio Maia, André, Lulu, Gelinho e Alemão. Só não finalizou a lista da ACORJA por que precisaria de uma corrida de 100 km, tipo Caruaru x Garanhuns, para dar conta de tanta gente.

O Prefeito corria muito concentrado, administrando bem o seu tanque de combustível. Na chegada ao Leblon, Emerson disse: “Gigi, agora vou mais rápido. Antes que Almir faça, eu pretendo inaugurar o blog EU GANHEI DE JÚLIO CORDEIRO, ok?

Como um carro de Fórmula 1, o Prefeito desapareceu no meio da multidão e seguiu para conquistar a sua medalha com o espetacular tempo de 03:51:04.

Seguramente, ele nem imaginaria que a minha vitória sub4 (03:58:12) seria fruto de sua virtuosa capacidade de distrair o meu joelho.

Emerson, obrigado por sua ajuda e por me ensinar mais uma lição de corrida. Embora o desafio seja pessoal, nunca estamos sozinhos numa maratona. Você, os amigos especias e a ACORJA estiveram em meu pensamento e segurando o meu joelho durante os 42 km da prova.

Estou todo quebrado, praticamente um tetraplégico, mas feliz “prá” caramba!
Já estou sonhando com a K42 Bombinhas...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

DESAFIANDO 100 km (DO FRIO?)


DESAFIAR é um verbo que pode ter muitos significados.

Geralmente, utilizamos a expressão “desafiar” quando queremos mostrar que podemos, que nada nos detém. Porém, o que dizer de desafiar a si mesmo numa tarefa onde a cabeça é a sua maior inimiga? Como desafiar um obstáculo que se materializa por meio de ladeiras, asfalto quente e 100 km de estrada para correr? 

Meus amigos, o maior espetáculo de corrida do Nordeste aconteceu nesse sábado, dia 02 de junho de 2012: a ultramaratona DESAFIO 100 km DO FRIO. Cinquenta e três atletas toparam percorrer 100 km, de Caruaru à Garanhuns (Pernambuco), enfrentando ladeiras quilométricas, do tipo que dói só de olhar.
Certo que iríamos encontrar temperaturas amenas, algo em torno de 20°C, a natureza nos pregou uma peça. O tempo só ajudou no início, às quatro horas da madrugada, quando houve a largada no Posto Ipiranga, na BR232, em Caruaru. Depois, a temperatura subiu para a casa dos 30°C, maltratando os desafiantes. O sol queimava como nunca. 

E o frio? Cadê o frio? Lá no começo do ano, quando tudo foi planejado, ninguém contava com a possibilidade de uma seca fora do comum, a pior dos últimos 40 anos.

Organizados na categoria solo, treze atletas se escalaram para fazer os 100 km em no máximo 14 horas. As duplas e os quartetos foram coadjuvantes de grande importância, merecedores de um Oscar. Essas equipes fizeram companhia aos atletas solo, oferecendo água, comida e apoio moral aos guerreiros do asfalto. Tenho certeza que em 2013, no back to back (Garanhuns x Caruaru), muitos vão dar um upgrade na categoria e vão correr os 100 km sozinhos.

Tivemos a participação muito importante de ITAMAR, SEBASTIÃO JÚNIOR e MARCELO VITOR, amigos que vieram de Maceió para prestigiar a ACORJA, trazendo alegria e muita vibração positiva.

Participei desse desafio na categoria DUPLA e dividi os 100 km com o meu amigo FLÁVIO MAIA. Consegui correr 50 km e fotografar outros 50.
O apoio foi perfeito e sem pressão por resultados, foi só curtição.

FLÁVIO, obrigado por tudo, principalmente pela simpatia e bom humor. Mesmo com o sofrimento físico que a distância, o calor e as ladeiras proporcionaram, eu poderia resumir que essa corrida foi umas das mais felizes que eu já fiz.

Para aumentar a carga de felicidade, antes da largada, fui surpreendido pelo Presidente LULA com uma camiseta personalizada, com o meu nome escrito nas costas. LULA, obrigado pela camisa e por tantas outras coisas boas que você nos ensina. Costumo dizer que o amor se manifesta de várias formas... 
  
Esta corrida também foi especial porque conseguimos juntar as famílias dos atletas em um hotel fazenda lá em Garanhuns, proporcionando um fim de semana em clima de descanso, entrosamento, alegria, confraternização e comemoração.

No sábado, ainda de madrugada, sai de casa e deixei Ana Carolina e Laurinha dormindo. Elas seguiriam para Garanhuns depois. Antes de sair, deixei vários bilhetes pela casa, incluindo um para Ana Carolina não esquecer a cafeteira ligada, já que iríamos passar o final de semana em Garanhuns. Não que ela seja esquecida, eu é que estava ansioso com o tamanho do desafio. Afinal, a minha carreira como ultramaratonista estava engatinhando.
Lula entregou os últimos kits de madrugada, controlou a parte financeira, tirou dúvidas sobre o percurso, ligou para os colegas que estavam atrasados e não perdeu a paciência em nenhum instante, demonstrando toda a sua capacidade de liderança. Depois de tudo isso, ainda correu 100 km numa felicidade sem fim.
LUCIANA e ANDRÉ deram um show de elegância e simpatia.
Fui clicado pelo amigo, motorista e corredor FRED OTÁVIO. Vejam a minha felicidade em estar participando desse mega evento promovido pela ACORJA. Aqui já tinha corrido uns 15km e o sol começava a aparecer no horizonte. FRED, obrigado por me ajudar com as fotografias.
A foto abaixo representa bem a participação das equipes de apoio e o cuidado com o corredor para não desidratar nem faltar energia. Foi muito bonito e emocionante perceber que não existia fronteiras entre as equipes.
MARCELO CSA correu bonito. Mesmo nas horas mais quentes ele passava correndo em ritmo consistente e dizia: "Delícia!". Marcelo, excelente performance. Parabéns!
 
A Equipe SóCORRO de Maceió liderada pelo amigo Itamar (de óculos)
ANDRÉ SALGADO correu, vibrou, beijou a camisa e demosntrou todo o seu amor pela ACORJA.
No quilômetro 72, depois de descer uma ladeira quilométrica e subir uma outra da mesma categoria, os atletas ganhavam um presente: a visão do município de Jupi. Isso indicava que os corredores estavam à 25 km de Garanhuns, local da chegada. Mas vejam o tamanho da outra ladeira que eles teriam que enfrentar.
ÉRICO TITO comemorando a sua chegada ao quilômetro 75.
A prova que faltava: ANDRÉ SALGADO desrespeitando a sinalização de trânsito. Acelerou na descida e fez a curva em alta velocidade. ANDRÉ é um legitimo acorjeano, não tem medo de arriscar.
Nessa foto, FLÁVIO MAIA aparece em primeiro plano e, lá atrás, vai surgindo a imagem do nosso amigo AUGUSTO BRITO. Percebam como a calor do asfalto deforma a silhueta dos corredores. Cadê o frio?
AUGUSTO BRITO corria leve como uma pluma. Desceu as últimas ladeiras empolgadíssimo e foi em busca do seu 100º quilômetro. Fechou a prova em primeiro lugar em 10 horas de corrida. Impressionante.
Ainda vamos escutar muito esse nome: AUGUSTO BRITO, o homem feito de titânio, leve e resistente.
BRITO, parabéns!
Chagada triunfal de FLÁVIO MAIA ao Parque Euclides Dourado, em Garanhuns (PE).
Depois de correr 80 km, ALMIR estava sorrindo e dando conselhos para ALAN: "Olha, não faz coraçãozinho que Gigi não faz a foto." Depois, seguiram firmes até o quilometro 100, no Parque Euclides Dourado, em Garanhuns (PE).
LULA HOLANDA, depois de correr 90 km, já comemorava a sua extraordinária vitória contra a distância, as ladeiras e o calor.
Em um gesto emocionante, LULA partiu para abraçar Garanhuns e festejar com a família a sua vitória sobre os 100 km.
MARCELO VITOR (de Maceió) e LULA HOLANADA comemorando o resultado do desafio.
PAULO SOBRAL recebendo o carinho do filho LUÍS depois de concluir o desafio e provar que a batata da perna está firme e forte, pronta para enfrentar as maratonas do segundo semestre. Agora sim, seguiu os conselhos da Vovó e a recuperação foi perfeita.
PAULO PICANHA e família receberam uma merecida homenagem por tudo que eles providenciaram para que os corredores fossem bem acolhidos na chegada ao Parque Euclides Dourado, em Garanhuns (PE).
Abaixo, o casal 200 km: (PÂMELA 100km + ALMIR 100km = 200km).
Os amigos da equipe de Garanhuns recebendo os troféus e distribuindo sorrisos. Esse povo é muito simpático. Esperamos encontrá-los em outras oportunidades, principalmente em 2013, quando a corrida sairá de Garanhuns em direção à Caruaru. Amigos, obrigado e parabéns.
Depois de toda essa farra de correr, finalmente todos puderam descansar e desfrutar de um final de semana em um belíssimo hotel fazenda lá em de Garanhuns.
Laurinha fez a festa, brincou, descobriu a natureza, desenhou e fez novas amizades.

Amigos, adorei essa graaaaaande aventura. 
Ano que vem tem mais:  
DESAFIO 100 km do FRIO (Garanhuns x Caruaru). 
Vamos dobrar o número de corredores em 2013.

Quem quiser pode utilizar o espaço "comentários" para contar a sua história nesse desafio.
Sintam-se à vontade.

Abaixo, destaco a mensagem de Juliana Job que resume muito bem os sentimentos dessa prova.

Já ouvi histórias demais sobre a audácia heróica. Conte-me como você desmorona quando esbarra no muro, o lugar que você não pode transpor pela força da sua vontade. O que conduz você para o outro lado desse muro, para a frágil beleza da sua condição humana?
(Oriah Mountain Dreamer).

Cheguei em casa depois da ficha cair e me deparei com esse texto. A identificação foi imediata e o meu primeiro impulso foi o de falar... escrever!
Primeiro, parabéns mais uma vez a ACORJA por promover um evento de gente grande, um sucesso absoluto, feito com amor, por gente que ama correr, ama o nosso Estado, o Nordeste. Como Lula mesmo falou, nós merecíamos uma corrida assim, grandiosa. Pela quantidade de pessoas na estrada, ficou bem claro que merecemos isso e muito mais. Tenho orgulho de estar presente, de fazer parte disso tudo!

Depois quero falar de mim mesma, preciso... porque preciso me reencontrar! Foi essa a pergunta que me fiz quando definitivamente resolvi parar: Onde ficou a Juliana que não se reconhecia na própria dor, no próprio cansaço, não temia distâncias e zombava dos limites?  Preciso encontrá-la!
Essa frase me disse muito, foi o que vi a minha frente, um muro! 

Pela primeira vez comecei uma corrida sem ânimo, esperava que a fase de depressão se seguisse a uma de euforia, mas a euforia nunca vinha, era só uma vontade extrema de parar, dormir.
Um sono que não me permitia lembrar do Dean, de Márcio Villar, do Bernardo Fonseca... 
Lembranças que sempre me impulsionam...
Vi algumas pessoas como Carol, lá de Garanhuns, dizer que era minha fã e pensava comigo mesma: Veja o tamanho de sua responsabilidade! Nem isso...

Só havia um muro a minha frente!

Pensava nas 24h, nos meus próprios feitos, olhava Lula, Almir, Emerson, Mendes, Alan, Pamita, tantos outros, mas não me via ali, não me reconhecia naquele lugar. Dar um próximo passo ficou impossível. Não foi a queda, nem a falta de treino, apenas a cabeça não funcionou, o meu muro interior...

Agora estou aqui, sacudindo a poeira, tentando montar uma boa estratégia a curto prazo, outra a médio e uma a longo prazo. Um passo de cada vez, como foi antes, para finalmente transpor o muro.
De tudo, sobra a certeza de que somos uma família, do quanto quero bem a cada um, independente dos conflitos..."família, família"... se a corrida não foi como o previsto, o final de semana foi muito melhor do que esperei e aprendi muito.

                                                      Obrigada por tudo meus queridos e parabéns a todos!
Juliana Job