Durante esta semana, os amigos BALEIAS embarcarão para o velho continente. Miguel Delgado e alguns BALEIAS vão para a Alemanha com o objetivo de participar da 38ª Maratona de Berlin. Por lá, tenho certeza que eles serão reconhecidos e farão sucesso com o manto coral. No mundo que corre, ser BALEIAS é sinônimo de celebridade. Então, algo me diz que o recordista mundial Haile Gebrselassie não vai resistir e, antes de ganhar a prova, acenará para os BALEIAS e dirá em voz alta: Miguel, I want to be BALEIAS !!!
Se o mundo todo quer ser BALEIAS, então pensei que se eu descobrisse o coletivo de BALEIAS seria mais prático para falar desse grupo que cresce em escala exponencial.
Fui pesquisar no Google...
Visitando a página do humorista Nani, li uma história sobre filósofos gordos que estavam em um bar discutindo um possível nome para o seu grupo de carnaval. Enquanto apresentavam as sugestões, o garçom comentou baixinho: – “Vai ser engraçado ver esta turma de barrigudos sambando” –, mas todos ouviram. – “Somos um baleal mesmo!” – falou alguém que teve que explicar ao garçom que baleal é o coletivo de baleia.
É isso mesmo, baleal é o coletivo de baleia.
Entre os muitos coletivos que eu tive que memorizar, do ensino fundamental ao vestibular, esse eu nunca escutei ou fui apresentado.
De acordo com Cláudio Moreno, do blog a flauta de pan, no tempo em que se valorizava a memorização de listas de coletivos, muitas vezes sem o menor sentido prático, como cáfila, alcatéia ou panapaná, discussões colaterais e científicas impediam que o coletivo de baleia fosse cardume, pois baleia não é peixe. Baleia é mamífero.
Mas, em determinados contextos, essa ciência formal talvez não faça o menor sentindo.
Assim, Cláudio Moreno evocou Câmara Cascudo para apresentar e justificar a tradição brasileira de dar nomes de peixes aos cachorros. Entre os muitos exemplos, cita a simpática cadelinha Baleia, do romance “Vidas Secas” (Graciliano Ramos, 1938). Mesmo cientificamente equivocado, a baleia é, até hoje, considerada peixe por grande parte de nosso povo, e continua a viver alegremente em cardumes, porque a língua não se prende, necessariamente, às classificações científicas.
Entretanto, o dicionário Houaiss nos ensina que o coletivo de BALEIAS é BALEAL. Pode conferir. Exemplo: “Em junho de 2012, o BALEAL seguirá rumo à África do Sul para participar da Comrades Marathon”. Entendido? Sim e não! Sim para o coletivo, não para os BALEIAS na África do Sul em 2012.
É verdade?
É verdade?
Sim, acabei de saber por fontes fidedignas que Miguel Delgado já confirmou um BALEAL composto por 12 indivíduos para participar da Comrades Marathon 2012. Também soube, por fonte segura, que ele está em busca do 13º elemento para completar o BALEAL. Essa criatura que integrará o BALEAL será tão importante para Miguel quanto o Ophiucus é para a constelação zodiacal, ela será o 13º elemento BALEIAS.
Miguel convidou Joel Leitão (blog corredor disciplinado) para ser o 13° integrante, mas temo que o colega queira correr os 89km da Comrades descalço. É que Joel costuma subverter as recomendações dos especialistas e de vez em quando corre uma prova descalço. Joel, não faça essa loucura! Deixe as loucuras para as modelos que querem ser “sereias”, mas, quando calçadas com um peep tou coral, se declaram BALEIAS para o mundo todo. Miguel, até as sereias são BALEIAS!
A propósito, o bloco de gordinhos filósofos saiu no carnaval cantando a marchinha “Moby Dick Sem Colesterol”, que era assim:
Não existe alegria na anorexia/
gosto das fofas/
e gosto das baleias...
gosto das fofas/
e gosto das baleias...
Viva o BALEAL!


